Search Generative Experience (SGE): O que é, exemplos e como ativar no Google

por Júlia Neves

SGE

Direto ao Ponto

Imagine digitar um termo na barra de pesquisa e o Google não só entender o que você está buscando, como também responder simulando uma conversa real? Isso é a Search Generative Experience (SGE) – uma evolução que vai transformar as interações entre usuários e mecanismos de busca, além de, num futuro próximo, impactar nas estratégias de SEO.

Quer saber o que é SGE, como funciona e quais os impactos que a inteligência artificial generativa podem provocar daqui pra frente? É só continuar lendo!

O que é Search Generative Experience (SGE)?

A experiência de pesquisa generativa vai além de simples palavras-chave. Ela oferece ao usuário uma interação “humanizada” e personalizada enquanto usa os mecanismos de busca. É como ter uma conversa real com o Google sobre o assunto da pesquisa que foi feita, recebendo respostas contextuais e adaptadas – em vez de só a tradicional lista de opções da página de resultados (SERP).

O que permite o funcionamento da SGE é a Inteligência Artificial. A IA generativa nesse caso consegue entender a linguagem natural e é o que permite uma resposta mais “próxima” e contextualizada. Ela analisa não só o que foi digitado na pesquisa, mas também considera a semântica, estrutura da frase e até as nuances do idioma.

Por tudo isso, a interação é realmente coisa de outro mundo, como se estivéssemos pedindo ajuda para uma pessoa real.

Exemplo:

Imagine pesquisar sobre “melhores destinos de férias”. Com a SGE, em vez de obter uma lista genérica de destinos populares e ter que entrar em cada página para entender se aquela é a informação que você busca, as recomendações consideradas mais relevantes já se destacam na própria página do buscador. Isso poupa tempo do usuário e melhora sua experiência na busca por uma informação.

É como ter um assistente online te ajudando em cada pesquisa feita no Google.

Print da tela do computador usando a SGE para uma busca.

Como ativar o SGE no Google?

Se você se animou para testar por conta própria a experiência de pesquisa generativa, é só seguir essas instruções para ativar:

No computador (Chrome):

  1. Abra o Chrome no seu computador e se certifique de estar conectado à sua Conta do Google pessoal. Ela não funciona para contas empresariais. Ah, e desative o modo de navegação anônima.
  2. Na parte de cima do navegador, clique no ícone “Nova guia”.
  3. Copie e cole o link abaixo para ativar a SGE:
    https://labs.google/sge
  4. Nesse ponto, é só seguir as instruções na tela, é bem tranquilo.

Lembrando que depois de ativar a SGE pode levar um tempinho até que ela apareça de fato. É normal.

Como usar a SGE:

Devidamente ativado, para usar o SGE abra o Chrome no computador – você precisa estar logado na sua conta pessoal do Google e com o modo de navegação anônima desativado. Em seguida, faça uma busca no Google e, se uma informação gerada pela IA aparecer no topo dos resultados, você conseguiu!

Se quiser ouvir a informação, clique em “Ouvir” no topo.

E, ainda, se quiser fazer outra pergunta no novo modo de conversa, é só acessar “Informação geral” e clicar em “Faça outra pergunta”.

  1. Digite sua pergunta e, se quiser, adicione uma foto clicando em “Pesquisa com a câmera”.

Impactos do Search Generative Experience na SERP:

É muito interessante e vai mudar completamente a forma como usamos o Google? Sim. Mas não só isso. A Generative Experience (SGE) também vai redefinir o visual da SERP e, como consequência, trazer impactos consideráveis. 

Vamos listar aqui os principais:

1. Menos anúncios, mais conteúdo relevante:

Com a SGE, o espaço para anúncios na SERP diminui. Ou seja, a página de resultados, mais do que nunca, volta a oferecer aos usuários resultados mais relevantes e informativos, antes de qualquer coisa. 

Print mostrando a diferença na busca sem SGE e com a Search Generative Experience.

Fonte: https://searchengineland.com/

2. Destaque para os 3 principais conteúdos de referência:

Os resultados gerados pela SGE muitas vezes destacam os 3 principais conteúdos que serviram como referência para a geração da resposta pela IA. Isso deixa visível aos usuários quais as fontes mais influentes e confiáveis sobre o tema pesquisado, incentivando a busca por informações de qualidade.

3. SEO mais forte do que nunca:

A SGE destaca a importância do SEO, com ênfase na criação de conteúdo relevante e otimizado. Afinal, sites que conseguem fornecer informações valiosas e alinhadas com as intenções de busca têm mais chances de se destacar.
Por isso, uma das principais mudanças trazidas pelo SGE é a redução do espaço para resultados orgânicos na primeira página. Isso significa que os sites que desejam aparecer nas primeiras posições da pesquisa terão que se esforçar ainda mais para se destacar da concorrência.

Nesse contexto, o SEO se torna uma ferramenta ainda mais poderosa para posicionar um site entre os primeiros resultados.

4. Criar conteúdo é mandatório para o topo:

Com a SGE, a criação de conteúdo é quase que obrigatória para alcançar os primeiros resultados na SERP. A IA valoriza sites que oferecem informações detalhadas e relevantes, incentivando empresários e proprietários de sites a focarem na qualidade para ganhar visibilidade.

Para alcançar o lugar mais caro da internet, é preciso fazer por merecer!

Resumindo, a Search Generative Experience (SGE) está transformando a maneira como recebemos informações, mas também como as empresas conduzem o marketing no digital. Menos anúncios, destaque para as fontes de referência, SEO robusto e a necessidade de criar conteúdo de qualidade estão moldando uma nova era na SERP.

Alinhar a sua estratégia a essas mudanças é fundamental para garantir uma presença online eficaz.

3 Principais diferenças entre SGE e featured snippets:

“Então a SGE nada mais é do que um featured snippet diferentão?”

Não. E vamos explicar o porquê.

A Search Generative Experience (SGE) e os featured Snippets são dois recursos muito bons para facilitar a vida do usuário durante suas pesquisas do Google, mas existem diferenças entre eles.

1. Apresentação de dados:

  • SGE: As overviews geradas automaticamente pela SGE ocupam muito mais espaço na SERP em comparação aos Snippets. Em muitas consultas, as respostas preenchem toda a tela no desktop, exigindo rolagem em dispositivos móveis.
  • Featured Snippets: apesar de também oferecerem uma prévia das informações, eles tendem a ocupar um espacinho menor da tela. Geralmente, os snippets aparecem no topo da SERP, destacando respostas rápidas às consultas dos usuários.

2. Contexto:

  • SGE: A SGE utiliza um contexto mais amplo e também mais profundo para gerar respostas, incluindo não apenas as palavras-chave da pesquisa, mas também interpretando o contexto, histórico de buscas e a intenção por trás das consultas.
  • Featured Snippets: os Snippets são mais diretos e podem não levar em consideração o contexto tão profundamente quanto a SGE.

3. Formato dos Resultados:

  • SGE: Os resultados gerados pela SGE podem variar em formato, incluindo parágrafos descritivos, listas e até elementos visuais, como imagens ou gráficos. Essa diversidade de formatos contribui para uma apresentação mais rica e envolvente.
  • Featured Snippets: Os snippets geralmente apresentam respostas em formato de texto, com destaque para a resposta mais relevante. Embora possam incluir listas ou tabelas, a variedade de formatos é mais limitada em comparação com a SGE.

Para você visualizar melhor, aqui está uma comparação entre Snippets e Google SGE para o termo de busca “Equipamentos para iniciar pesca”.

Snippet:

Print da tela do computador em uma busca por pesca sem a SGE.

Observe como os anúncios patrocinados aparecem logo no topo e que o conteúdo do Snippet é bem rápido o obejtivo. 

Enquanto na resposta gerada pela SGE, a resposta aparece assim:

Print da tela do computador com a busca sobre pesca
com SGE.

Além de ocupar um espaço de tela muito maior, ela aparece antes de qualquer anúncio patrocinado e na lateral direta vemos em destaque os sites que serviram de referência.

Qual o impacto dessa novidade na estratégia de SEO e conteúdo?

Até aqui você já entendeu que a Search Generative Experience (SGE) está mudando (e mudará) completamente a interação entre usuários e mecanismos de busca. Também entendeu que haverá impacto na SERP, influenciando na exibição dos resultados.

No entanto, não para por aí. A novidade também traz impactos na criação das estratégias de SEO e conteúdo, e todo bom profissional que lida com tráfego orgânico precisa estar de olhos e ouvidos atentos.

Como ainda está em fase beta e ainda não foi oficialmente lançada, o Google não divulgou orientações oficiais. No entanto, essas são algumas sugestões não só nossas como de outros profissionais do mercado.

1. Adaptação ao SGE:

Com a SGE gerando respostas diretamente na SERP, a dinâmica de cliques muda, e os sites que oferecem respostas rápidas e relevantes têm mais chances de se destacar.

Exemplo disso é que se um usuário pergunta “Como fazer pão caseiro?” e a SGE fornece uma resposta clara, os sites que não otimizaram seu conteúdo para aparecer na SGE podem perder cliques.

Dica: Por isso, considere estratégias multicanais além do mecanismo de busca, integrando redes sociais e outras plataformas para direcionar o tráfego sem depender exclusivamente do CTR (taxa de cliques) orgânico.

2. Otimização para aparição na SGE:

Estruturar o conteúdo de maneira clara e responder diretamente às consultas dos usuários pode melhorar as chances de aparecer na SGE.

Como fazer isso: Utilize títulos claros, subtítulos informativos e responda de forma direta a perguntas frequentes do público. Outra dica de ouro para uma estratégia de SEO pensando na SGE é explorar as palavras-chave long-tail, ou seja, aquelas que são mais específicas que a palavra-chave principal mas ainda assim representam um recorte importante sobre o tópico.

3. Tendências para o futuro:

O SGE antecipa uma mudança nas expectativas dos usuários, indicando que respostas rápidas e informativas serão cada vez mais valorizadas.

Observação: Investir em estratégias de SEO e conteúdo adaptadas ao SGE coloca sua marca alinhada a tendências futuras, acompanhando o que os usuários esperam. O resultado? Uma presença online cada vez mais eficaz.

Como vimos, a Search Generative Experience (SGE) não é uma mudança pequena, é algo grande e que vai revolucionar o comportamento (e expectativas!) dos usuários. Mas uma coisa segue firme e forte: O conteúdo certo, para as pessoas certas, sempre encontrará um lugar, acima de qualquer “modinha”.

Se você ainda não ativou o recurso de IA generativa na busca, experimente agora e faça seus primeiros testes. E se quiser preparar seu site e sua estratégia de marketing para o futuro, entre em contato com a gente!

Júlia Neves

Júlia Neves

Também conhecida como Júlia do SEO, é formada em Marketing e possui uma vasta experiência na área. Iniciou sua carreira na B2W, maior e-commerce do Brasil, e já atuou como SEO Manager em uma empresa de marketing em Nova York.

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